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Clínica Oliveira Santos


Medicina e saúdeOncologia Cutânea, Plastica, Otorrino, Cabeça e Pescoço
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Pulmao

Zé do Caixão morreu ontem. Pneumonia.  Muitos jovens nem ouviram falar dele. Fazia filmes de terror toscos, em português, de grande sucesso. Disse que teve essa inspiração quando sonhou com uma lápide com seu nome. Quando ia ler a data de sua morte despertou suando, apavorado por não querer saber o dia do fim.

O pulmão é um órgão que leva muitas pessoas ao fim. Pode acumular líquido, por conta de coração ou rim que não funciona(m) direito. Aí, não tem troca gasosa, não tem oxigênio, não tem... Vida

Talvez o oxigênio da vida seja mesmo desconhecermos a data da lápide. 
Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos
Um olho diferente do outro. 
Uma brincadeira apelidada de “desafio da rasteira” já matou no Brasil mais que o coronavírus. Duas crianças combinam entre si de pular ao mesmo tempo com uma terceira, que fica no meio das duas. Antes de chegar no chão, as duas chutam as pernas da terceira, que desavisada, cai com a cabeça para trás, sem tempo de se proteger da queda e da batida do crânio no solo.

A sociedade de neurocirurgia mandou um recado oficial alertando os pais. A brincadeira pode levar “a danos irreversíveis no encéfalo, fraturas de coluna e morte”. Se olharmos os olhos do Cristo representado no século V, ele tem um olho de bondade, pacífico e inocente. Mas o outro olho é mau, astuto e sagaz. É preciso educar as crianças: o exercício da bondade não exclui a educação de que há armadilhas e maldade no mundo. Inclusive dentro de cada um de nós. Inclusive de Cristo. 
Que se acabe com o desafio da rasteira. Alertem seus filhos. 
Um olho diferente do outro

Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos
Parasita e a pobreza.

Parasita ganhou o Oscar de melhor filme. A película sul coreana retrata a vida e as chagas de uma família pobre que se infiltra na rotina e dentro da casa de uma família rica. O Brasil concorreu com um documentário porém não ganhou.

Carlos Chagas foi um médico sanitarista e pesquisador que descobriu e documentou a vida de um parasita que causa a doença de Chagas. O vetor transmissor da doença é um inseto conhecido como Barbeiro, que se infiltrava nas paredes de barro das casas das familias pobres em áreas endêmicas do Brasil. Carlos Chagas ganhou inúmeros prêmios internacionais pelas suas descobertas. Hoje em dia a doença ainda ocorre, em menor número no Norte do Brasil.
Paulo Guedes na semana passada bradou que o Estado é um parasita que está acabando com o hospedeiro (o já sofrido povo brasileiro). Dependendo do lado em que você está você pode concordar e concluir que o Estado é um causador de pobreza ou achar que a frase causa náuseas e vertigem (assim como a democracia). Alguns dirão até que a frase causa palpitações e um cansaço, sintomas esses que são comuns a doença de Chagas.
Seja no Sul da Coreia ou no Norte do Brasil sempre haverá doenças, desigualdade e impostos, mas as vezes temos um filminho para espairecer e refletirmos sobre tudo isso.
Dica nossa: vá assitir o filme. É de agradar parasitas e hospedeiros, Bolsonaristas e Guedistas, Gregoris e Trajanos.

Por Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos Filho
Vem da idade média o termo quarentena, período de isolamento para doenças contagiosas. Acima dele é seguro que a pessoa não infecte outras. A prática começou na época da peste bubônica,  século XIV, que matou 1/3 da população europeia. Yersinia pestis era o nome da bactéria assassina. 
Eram 30 dias para que um navio pudesse desembarcar os passageiros, até que um decreto em Veneza definiu 40. 
Quarentena. 
Não se sabia nem direito o motivo, mas certamente funcionou. Hoje se fala no número necessário de dias de incubação, que varia de doença para doença, não necessariamente quatro dezenas. Para os brasileiros que vão para Anápolis, 14 dias para o coronavírus seria uma quarentena adequada.

A arte medieval é tecnicamente menos avançada. Não se tinha a perspectiva (profundidade) nos traços, o que deixa as pinturas em duas dimensões, chapadas na tela. É de se notar que a maioria das manifestações artísticas eram religiosas, mas nesse caso o terror era tão grande com tantas pessoas doentes que a morte virou o personagem principal. 
Temos técnicas novas para a arte, sabemos mais sobre períodos de incubação. 
É necessário notar que sete séculos depois, no entanto, o horror retratado é semelhante e a maneira de evitarmos o contágio de uma doença sem cura continua sendo a medieval... Quarentena.

Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos

Pintura Atribuída a Lorenzetti, meados de 1300.
Roque Santeiro foi a novela de maior audiência da história. Média de 67 pontos, último capítulo com 96, picos de 100. Mais que final de copa... O roteiro é muito bom. Havia um mito na cidade de Asa Branca. O maior bandido da região foi derrotado numa batalha em que Roque, o herói, morreu lutando. O corpo do Santeiro teria sido encontrado na lama do rio, que se tornou milagrosa e curava doenças. 
O poder dos coronéis foi substituído pela devoção ao mito. A viúva do herói era Porcina, personagem de Regina Duarte. Equipes de TV foram lá filmar. A lenda já era maior que o fato e as consequências dela ditaram os acontecimentos. No final era fake news, Roque não havia morrido, mas isso não importava mais.

A fosfoetanolamina teve uma história parecida. Não se tem estudos que comprovassem a eficácia, mas isso não importava mais. O mito da cura já era maior. Depois do estudo feito, comprovando a irrelevância, houve CPI na Assembleia de São Paulo, liderada por um parlamentar que não concordou com o estudo científico. 
A história se repete. De várias formas. Mito, lama, coronéis, fato, fake, Regina.

Por André Bandiera de Oliveira Santos, com Dino Bandiera
Coronavírus, que diabo é isso?

Então, classificar seres vivos é algo difícil. Nós, Homo sapiens, somos 7 bi, mas todos de uma única espécie. Só de besouros, há mais de 3000 espécies. Cada uma com características que a permite ser singular. Tem profissionais que dedicam a vida nisso. 
Agora repare bem: eu disse que era difícil classificar seres VIVOS. Vírus são outra história. Como não são células, até hoje se discute se esses caras tem vida de verdade. 
O vírus é um material genético capaz de se replicar. Precisa de uma célula pra isso: aí chega numa planta, num inseto ou direto no seu nariz. Alguns tem um envelope de proteína em torno dele, que no caso do coronavírus parece uma coroa (daí a origem do nome). Enquanto sai esse post esforços acontecem para que se segure a epidemia de tosse, pneumonia e insuficiência respiratória que já chegou a quase 600 chineses e alguns outros países. 
A coroa britânica dominou os noticiários semana passada. Essa semana é a vez de outra coroa.

Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos

Imperial State Crown, 1937
Há uma semana chegou a notícia de uma doença estranha, com paralisia facial, cegueira e perda de função dos rins. São sintomas graves e que não “encaixam” em nenhum diagnóstico de doenças comuns. 
Chegou ao menos a mim mais cedo por WhatsApp de grupos não medicos, bem antes da imprensa.

É de se emocionar o trabalho sério dos epidemiologistas, que entre o natal e o ano-novo, fizeram uma rápida investigação, isolamento do fator causal e intervenção evitando o que poderia ser uma tragédia com muitas mortes. Afinal, imagine o consumo de cerveja na época de festas. 
Pode ter orgulho do Brasil. É permitido.

Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos

Giovani Madonini. Velho na taverna.
Há 32 anos nascia o mais novo dos irmãos da Clínica Oliveira Santos.

Filho do Dr Ivan, médico cirurgião, dermatologista em formação, gestor, triatleta, casado com a doce Luana.

Nossos parabéns para o barbudo da foto! Vida longa Dino! Seja feliz!

@dinobandiera @andrebandiera @ivandunshee
Protetor solar faz mal?

O arquipélago de Palau resolveu banir os cremes, com o intuito de proteger seu ganha pão... o país de 20mil habitantes recebe 120 mil turistas bezuntados de filtro querendo ver os corais de sua costa, únicos no mundo. Ocorre que a fauna é prejudicada pelas substâncias, o que evidentemente põe em risco o futuro da ilha. 
Se os corais morrerem, não tem turista, não tem ganha-pão.

E a pele do pessoal? Bom, aí é melhor se cobrir do jeito que der... Então ficamos assim: se você não for para Palau, use filtro solar!

Um abraço a todos

Por André Bandiera de Oliveira Santos
O que faz você sorrir?

Uma ordem surge na parte da frente do cérebro, caminha para trás até quase a nuca e chega a um  longo nervo. Por ele, o estímulo do sorriso viaja para frente por um túnel dentro do osso saltado que temos atrás da orelha, chamado mastoide. Finalmente fora do osso, o nervo se divide na frente da orelha. Cada ramo dá origem a mais outros, como uma árvore dando galhos. Numa sincronia impressionante, a eletricidade chega aos músculos que vão puxar as nossas bocas para o lado, mostrando os dentes e a alegria ao mundo. 
A causa para sair a ordem é você que precisa responder.

Um abraço a todos e feliz 2020!!! Por André Bandiera de Oliveira Santos

Jan Steen, 1663. Auto-retrato
Curado de câncer terminal morreu num acidente.

Notícia de jornal, um homem se curou há 2 meses de um linfoma disseminado após um tratamento inédito na América Latina. Espetáculo de avanço médico, sem dúvida algo a se comemorar, não fosse a ação do destino. Não se divulgou detalhes do acidente que o matou há 1 semana. 
A finitude da vida atormenta a humanidade desde o sempre.

Esse afresco na capela de Sevilla expôe essa angústia. Uma festa na copa de uma árvore, com música, dança e alegria. Abaixo dela, um esqueleto quebra o tronco da árvore com uma foice, o diabo o puxa com uma corda e Jesus toca o sino que avisa a hora.

Vamos comemorar os avanços da medicina. Mas vamos fazer a nossa parte... cuidem-se.

Um abraço a todos
Por André Bandiera de Oliveira Santos

Ignácio de Ries 1653. A árvore da vida.
Bolsonaro 2019, capítulo de hoje, câncer de pele.

Se tem uma coisa que não dá p reclamar do presidente é a ilustração médica. Na disciplina que lecionamos para a graduacao médica ele serviu de exemplo para diversas aulas: trauma penetrante por arma branca, choque hipovolêmico, febre no pós operatório, pneumonia, colostomia, abdome agudo obstrutivo, reconstrução de trânsito intestinal...
Em todas ele se comportou didaticamente como uma encomenda, o chamado paciente “que leu o livro”. O capítulo de hoje é aquilo que mais temos familiaridade. Há tumores difíceis de descobrir, profundos e assintomáticos. Aqui não é o caso: o mais bacana do câncer de pele é que ele está ali, visível e quanto mais cedo for retirado melhor. 
Uma ferida que não cicatriza, uma casquinha que vai e volta várias vezes, um nódulo rosado. Essas são as características de um carcinoma de  pele. 
Já uma pinta que cresce,
com mais de uma cor, assimétrica, com bordas irregulares pode ser o mais perigoso, o melanoma. 
Não se divulgou a suspeita que deu origem a biópsia do presidente, mas ficamos felizes por mais um exemplo didático e que auxilia a conscientização. Realizar o exame uma vez por ano, observar toda a pele, biopsiar as lesões suspeitas. 
Tomara que não seja. Gostando ou não do presidente, não se deseja isso a ninguém.

Um abraço a todos , por Andre Bandiera de Oliveira Santos, foto: dermatoscopia de lesão suspeita retirada  de uma pessoa muito querida, que se revelou benigna para alegria de todos